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Troféu Literário 2016: As sensações

Continuando com as escolhas para o Troféu Literário 2016, vamos falar agora sobre livros e quadrinhos que despertaram algumas sensações.

O beijo que me fez suspirar: “It, a Coisa”, Stephen King

Essa é sempre uma categoria difícil pra mim porque não costumo ler livros em que as pessoas se beijem (leio muitos em que elas se matam, se machucam, mas essas demonstrações de afeto estão em falta). Por isso, o mais próximo a “um beijo que me fez suspirar” é a “cerimônia” do clube dos perdedores/otários para escapar dos esgotos, bem próximo ao fim do livro. Não vou descrever para não dar spoilers, mas é uma cena muito impactante com uma “beleza” estranha, mas bem típica do King, com um tom de passagem e perda da inocência.

O trecho que mais me marcou: “Sobre a Escrita”, Stephen King

Basicamente o livro inteiro me marcou, como os post-its confirmam, mas há um ensinamento final muito importante para quem trabalha com as palavras:

A escrita não é pra fazer dinheiro, ficar famoso, transar ou fazer amigos. No fim das contas, a escrita é para enriquecer a vida daqueles que leem seu trabalho, e também para enriquecer sua vida. A escrita serve para despertar, melhorar e superar. Para ficar feliz, ok? Ficar feliz.

Resenhei Sobre a Escrita aqui.

A história que mais me inspirou: “Coração Assombrado: Stephen King, a biografia”, Lisa Rogak

A biografia do mestre do horror é um livro esgotadíssimo que eu ansiava para ler desde que me apaixonei por sua escrita. Ganhei de aniversário do melhor namorado da galáxia (<3) e me encantei ainda mais pela obra do Rei do Maine. Acho que é bem essa a definição: uma história (real!) que inspira a não desistir dos seus sonhos, a manter os entes amados por perto e a lutar por aquilo em que você acredita.

O livro que acabou com as minhas lágrimas: “Quarto”, Emma Donoghue

“Quarto” é de uma delicadeza sem igual! O livro é narrado pelo ponto de vista de Jack, um menino de cinco anos nascido em cativeiro, fruto do estupro de sua mãe, sequestrada quando ainda era uma adolescente, por seu captor. Todo o universo de Jack está confinado naquele minúsculo quarto; é impressionante como a mãe do garoto usou de tantos artifícios criativos para protegê-lo da monstruosidade que era o contexto em que viviam e preservar a inocência e a pureza de sua infância.

A trama que me causou arrepios: “Precisamos Falar Sobre o Kevin”, Lionel Shriver

Pesado, macabro, cruel e real. “Precisamos Falar Sobre o Kevin” é narrado em cartas escritas por Eva ao seu marido, Franklin; nas missivas, ela lembra o casamento feliz que os dois viviam até terem um filho e como Kevin mudou a vida de todos ao seu redor, desde a infância mais tenra em que manipulava um pai contra o outro até o grande ápice de sua ópera na adolescência, quando protagonizou um massacre escolar. Lionel Shriver aborda com excelência outros temas delicados e polêmicos, como falsa vocação feminina para a maternidade, psicopatia/sociopatia infantil e relacionamentos familiares abusivos.

O livro que me deixou mais curioso: “As Intermitências da Morte”, José Saramago

É possível ler com calma e parcimônia um livro em que a Morte entra de greve? Não, né? Devorei, estava desesperada para saber como tudo ia se desenrolar. E Saramago é um gênio que não desaponta.

A obra que me fez gargalhar: “Quadrinhos A2”, Paulo Crumbim e Cristina Eiko

É BOM DEMAIS, MINHA GENTE! Cris Eiko e Paulo Crumbim compartilham sua vida em quadrinhos feitos a dois (ba-dum-tunts) e é simplesmente hilário! Cada temporada ou volume tem histórias individuais sobre absolutamente tudo, desde invasões alienígenas, experiências budistas, puns e arrotos, adotação de um cachorro… é, ao mesmo tempo, banal e sensacional.

A história da qual eu sinto mais saudades: “O Oceano no Fim do Caminho”, Neil Gaiman

Doce, suave, cômico e cheio de fantasia, “O Oceano no Fim do Caminho” tem gosto de infância. Talvez por isso você termine a leitura satisfeito, mas com um buraquinho de saudade no coração: aquele mesmo sentimento de quando você lembra dos amigos e das brincadeiras no meio da rua de quando era mais novo.

O crime que me pegou de surpresa: “Christine”, Stephen King

Eu realmente não espera pelo último crime cometido pelo carro assassino! Fui ingênua ou vocês também foram surpreendidos pela vítima de Christine?

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